A maior frustração que carrego em minha vida é nunca ter entrado numa daquelas piscinas de bolinhas coloridas. Tive videogames, os mais variados bonecos e muitos carrinhos, mas nunca entrei numa maldita piscina de bolinhas coloridas. Agora, já como gente grande (preste atenção, gente grande, não adulto), me vejo observando embasbacadamente as crianças brincando com aquelas esferas, mergulhando e as jogando para cima e para os lados. Posso dizer que minha infância não foi completa por conta disso.
Porém, em todo caso, devo afirmar que essa “infelicidade” cooperou e muito pra eu me tornar o tipo de pessoa que sou; um grandalhão com uma enorme parte de criança dentro de mim. Há quem afirme que isso é ruim e me afirme constantemente: Cresça logo, moleque, resolva isso logo de uma vez antes que seu patrão o devore.
Eu não ligo, dou é risada de tudo isso simplesmente por saber que, como para tudo na vida, nada melhor do que um assunto mal resolvido para manter algo ainda vivo dentro de si.
S.Charro
Amei esse texto! Me identifiquei totalmente com essa “síndrome de Peter Pan”. Tenho medo de crescer, confesso. Já tenho muitas responsabilidades sendo essa “criança grande”.
Olha a semente plantada querendo nascer!
Continuamos em frente!
Impressionante como a exploração do infantil, do NOSSO infantil nos leva a coisas puras, reveladoras e lindas!
Que consigamos sempre manter a criança em nós!
Você conseguiu, Sé! Muito bom!
por isso que a gente tem que ir na aula toda segunda! pra descobrir que a gente sempre pode fazer um pouco mais…
Caralhos! pensei que fossa a única a ter esse trauma.
Posso te fazer uma inveja? num dia desses, no aniversário do meu sobrinho, o pooka, eu entrei na piscina sem ninguém ver, me escondi debaixo de todas as bolinhas. Só dava a grandona aqui. A criançada entrou na piscina com a corda toda e…de repente UUUUHAAAAA!!! levantei como uma múmia e os braços para cima. Foi o maior legal…
Se tudo der certo, num aniversário próximo eu alugo, ai a gente brinca tá bom?
Gosto de você porque você é igual eu, grande só no tamanho.
‘Nunca, nunca cresça.’